Entrevista a Grovios F.G.

A seguir, publicamos a entrevista que realizamos às Grovi@s do Baixo Minho, nova equipa que se soma à Liga Gallaecia. Bem-vindas!grovios

1. Como conhecestes o futebol gaélico?

A Liga Gallecia está ligada aos movimentos sociais e a diferentes centros sociais do país, conhecemo-la através deles já que há gente que participa do movimento. Outra gente conheceu o gaélico pelo C.S. Fuscalho, e incluso algumhas pessoas do Baixo Minho e jogadoras da equipa jogárom e jogam noutras equipas da Liga.

2. O que vos levou a participar da Liga Gallaecia?

O facto de que seja mista e esteja vinculada aos movimentos sociais. Entendemos que os valores que a Liga defende encaixam cos nossos princípios tanto a nível individual como coletivo.

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3. Como de custoso foi criar umha equipa no Baixo Minho, umha comarca marcada pola emigraçom e a mobilidade juvenil?

Começamos a treinar em fevereiro de 2016, levando um ano e meio já praticando embora nom ingressamos na Liga, imaginai o custoso que está a ser (risos). Foi custoso e está a sê-lo mas na atualidade contamos com gente implicada na equipa, que acode com regularidade aos treinos e está disposta a participar da Liga. De todos jeitos factores como a emigraçom, a situaçom laboral, a populaçom dispersa, a ruralidade da comarca ou que a juventude se veja obrigada a deslocar-se para estudar dificultam e reduzem a quantidade de gente que está disposta a participar em projetos deste tipo.

4. Tivo algumha influência o movimento associativo do Baixo Minho na criaçom da equipa?

Totalmente, de facto a formaçom dumha equipa no Baixo Minho surgiu dalgumhas das participantes do C.S Fuscalho. Posteriormente, foi-se unindo gente tanto do C.S como de fora dele. Graças à criaçom da equipa também se somou gente a conhecer e participar do movimento associativo e do C.S.

5. Como valorades o resultado alcançado na Taça Gallaecia, na vossa estreia oficial como equipa da Liga Gallaecia?

Mália as consideráveis derrotas atingidas contra as Torques e Afiadoras, ganhamos contra Ambilokwoi, umha equipa consolidada e com duas taças no seu poder, entom varolamo-la como positiva. Debutamos no campo, foi umha útil aprendizagem e vimos como funcionamos como equipa e coletivamente. Foi umha ferramenta para poder ver e valorar os nossos erros e virtudes coma equipa e individuais, e para preparar-nos de cara à participaçom na Liga na Próxima temporada.

6. Que perspetivas tem Gróvios F.G. para a temporada 2017/2018?

O nosso principal objetivo é jogar na Liga, crescer como equipa e que se siga somando gente a Grovi@s. Desfrutar jogando e adestrando, conhecer a gente nova e ver como funcionam os movimentos e os centros sociais doutras partes do país.

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7. Que importáncia tem para vós este tipo de projetos de caráter misto e popular?

Fomentar a participaçom num desporto que nom é maioritário. Tanto a equipa coma a Liga funcionam da maneira da que gostaríamos que fosse o mundo: de jeito auto-gerido, assembleário, com respeito mútuo, valorando os cuidados e afectos ou a nom competitividade entre outras. Isto também é positivo já que serve como ponte para que gente alheia a este funcionamento o conheça e se some.

O facto de que seja mista é um jeito de acabar coa segregaçom a que estamos acostumadas no mundo do desporto. Aliás, é umha Liga que nom fai discriminaçom, onde todo o mundo é bem-vindo e cuida os espaços de cuidados e sociabilizaçom.

8. Como foi o proceso de inclusom na Liga Gallaecia, foi fácil? Recebestes ajuda?

Convidamos a gente da Liga Gallaecia a participar em diferentes jornadas organizadas por nós e a resposta que obtivemos foi positiva e colaboradora. Aprenderom-nos como funciona a Liga, como se joga ao futebol gaélico e a maneira de criar umha equipa. De aqui surgírom amizades que facilitárom a nossa entrada. Também fomos convidadas e participamos em diferentes jornadas. A Liga contou connosco para algumha gestiom e atividades. Sentimo-nos intregadas.

9. Algumha consideraçom mais que nos queirades comentar?

Estamos aguardando a que se convoque um curso de arbitragem pois precisamos de formar-nos neste campo antes de entrar na Liga.

Obrigadas Gróvi@s e sorte para a próxima temporada!

O GAÉLICO MISTO TAMBÉM EM CORME

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O vindouro domingo 27 de agosto, no marco das festas de Sam Roque da vila de Corme, decorrerá umha jornada aberta de iniciaçom ao futebol natural da Irlanda.

Organizada com ajuda das companheiras da equipa corunhesa Cascarilha FG, a partir das 18h vizinhas e visitantes poderám aproximar-se ao gaélico misto no campo do Cairo  (https://www.google.es/maps/place/Campo+de+f%C3%BAtbol+municipal+de+O+Cairo,+R%C3%BAa+Carretera+Roncudo,+s%2Fn,+15114+Corme,+La+Coru%C3%B1a/@43.274322,-8.962204,13z/data=!4m2!3m1!1s0xd2ebb25cc6436bb:0x17732b7784d2587?hl=es-ES )

Se estás interessada só tens de enviar umha mensagem no Facebook de Cascarilha (https://www.facebook.com/CascarilhaFG/) ou no da Organizaçom das festas de San Roque de Corme (https://www.facebook.com/OrgSanRoque2017/).

Desde a Liga Gallaecia agradecemos à organizaçom das festas de Sam Roque por dar-nos a oportunidade de continuar a espalhar o nosso desporto e animamos a todas e todos a participar.

Avante o gaélico misto!

 

Jornada de iniciaçom ao Gaélico em Cambre

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O 22 de Julho o Cascarilha impartirá umha jornada de iniciaçom ao futebol gaélico para maiores de 15 anos em Cambre, no campo municipal “Dani Mallo”.

A jornada começará as 18.00 com um treino guiado polo Cascarilha, a seguir, as 19.00 haverá umha mesa informativa sobre o jogo, a Liga Gallaecia e o desporto em igualdade e para rematar um jogo entre as participantes no treino e as organizadoras.

A nom perder!

Comunicado da Liga Gallaecia ante os factos acontecidos à volta do despejo do CSOA Escárnio e Maldizer

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Ante os feitos acontecidos este sábado nas ruas de Compostela, a Liga Gallaecia queremos expor a nossa solidariedade absoluta com todas as pessoas magoadas e feridas pola polícia espanhola e a nossa solidariedade e apoio também, com as pessoas detidas e identificadas até agora desde o começo dos atos solidários com C.S.O.A Escárnio e Maldizer.

Som muitos os motivos que nos movem para sair às ruas, a situaçom política, económica e social, que vive o nosso país e em especial a nossa mocidade nom é para menos…

Neste caso o ataque ao associacionismo sentimo-lo como um ataque aos nossos cimentos, um ataque direito a nós mesmas, pois é a nossa razom de existência, a nossa liga está construída sob os mesmos princípios de solidariedade, igualdade e justiça social que derom vida à Rua Algalia de arriba desde há 4 anos. Como a nossa liga, um espaço pensado por e desde a ótica popular, rachando com os esquemas do capital do que deve ser umha liga, rachando com o que deve ser um edifício abandonado. Nós dizemos basta à especulaçom imobiliária, nós dizemos basta a que o desporto continue a ser umha ferramenta mais de acumulaçom de capital.

É o modelo que optamos para subsistir sem nengum tipo de ajuda institucional nem prestaçom de nengum tipo de facilidades para exercer o nosso desporto, e é através dos movimentos sociais coletivos e individuas que formam parte deles que conseguimos espaços para exercê-lo, um desporto que questiona e critica o modelo atual, e reivindica espaços coletivos para trabalhar de umha outra forma paralelamente à que se nos impom, para mudar esta realidade.

Todo isto, com as suas diferenças, representa cada um dos locais e centros sociais que formam o nosso país, algum mais vinculado com a nossa liga outros menos, mas igual de imprescindíveis para cambiar a nossa sociedade.

A nossa atitude em todo momento foi, é e será a de defender cada um deles de qualquer tipo de agrávio, assim todo, mobilizaremo-nos da mesma forma que o fizemos este sábado.

Além disso, denunciamos a atitude das instituiçoms cúmplices do acontecido com Escárnio e Maldizer assim como os distúrbios ocasionados pola polícia nas ruas de Compostela estes dias empregando como única ferramenta a violência contra as vizinhas e pessoas que solidárias, sabem da importância do trabalho social que o Escárnio constrói em Compostela.

Também denunciamos o silêncio cúmplice dos coletivos institucionais que nom fai mais que tentar ocultar o alto falante que é a gente nas ruas estes dias, esperando que todo fique calmo.

Contra a sua incapacidade para fazer-nos calar, de rachar os nossos sonhos e de matar os nossos espaços, seguimos a gritar, 10, 100, 1000 Centros Sociais. Porque quitam-nos um espaço, mas nom as ânsias de seguir construindo-os.

Escárnio somos todas!