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IV Jornada de Liga 17/18

No grupo sul jogarám o Afiadoras contra a Suévia às 16.00h. e O Condado contra Ambilokwoi às 18.00. Será no campo de futebol da Universidade de Ourense o sábado 18 de Novembro.

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Os jogos do grupo norte desputarám-se ao dia seguinte, o domingo dia 19 de Novembro em Sarria. As 12.00h. Buril contra Fanecas Bravas e as 13.15 Fusquenlha contra Cascarilha.

O terceiro tempo será no CS Buril.

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Entrevista a Grovios F.G.

A seguir, publicamos a entrevista que realizamos às Grovi@s do Baixo Minho, nova equipa que se soma à Liga Gallaecia. Bem-vindas!grovios

1. Como conhecestes o futebol gaélico?

A Liga Gallecia está ligada aos movimentos sociais e a diferentes centros sociais do país, conhecemo-la através deles já que há gente que participa do movimento. Outra gente conheceu o gaélico pelo C.S. Fuscalho, e incluso algumhas pessoas do Baixo Minho e jogadoras da equipa jogárom e jogam noutras equipas da Liga.

2. O que vos levou a participar da Liga Gallaecia?

O facto de que seja mista e esteja vinculada aos movimentos sociais. Entendemos que os valores que a Liga defende encaixam cos nossos princípios tanto a nível individual como coletivo.

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3. Como de custoso foi criar umha equipa no Baixo Minho, umha comarca marcada pola emigraçom e a mobilidade juvenil?

Começamos a treinar em fevereiro de 2016, levando um ano e meio já praticando embora nom ingressamos na Liga, imaginai o custoso que está a ser (risos). Foi custoso e está a sê-lo mas na atualidade contamos com gente implicada na equipa, que acode com regularidade aos treinos e está disposta a participar da Liga. De todos jeitos factores como a emigraçom, a situaçom laboral, a populaçom dispersa, a ruralidade da comarca ou que a juventude se veja obrigada a deslocar-se para estudar dificultam e reduzem a quantidade de gente que está disposta a participar em projetos deste tipo.

4. Tivo algumha influência o movimento associativo do Baixo Minho na criaçom da equipa?

Totalmente, de facto a formaçom dumha equipa no Baixo Minho surgiu dalgumhas das participantes do C.S Fuscalho. Posteriormente, foi-se unindo gente tanto do C.S como de fora dele. Graças à criaçom da equipa também se somou gente a conhecer e participar do movimento associativo e do C.S.

5. Como valorades o resultado alcançado na Taça Gallaecia, na vossa estreia oficial como equipa da Liga Gallaecia?

Mália as consideráveis derrotas atingidas contra as Torques e Afiadoras, ganhamos contra Ambilokwoi, umha equipa consolidada e com duas taças no seu poder, entom varolamo-la como positiva. Debutamos no campo, foi umha útil aprendizagem e vimos como funcionamos como equipa e coletivamente. Foi umha ferramenta para poder ver e valorar os nossos erros e virtudes coma equipa e individuais, e para preparar-nos de cara à participaçom na Liga na Próxima temporada.

6. Que perspetivas tem Gróvios F.G. para a temporada 2017/2018?

O nosso principal objetivo é jogar na Liga, crescer como equipa e que se siga somando gente a Grovi@s. Desfrutar jogando e adestrando, conhecer a gente nova e ver como funcionam os movimentos e os centros sociais doutras partes do país.

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7. Que importáncia tem para vós este tipo de projetos de caráter misto e popular?

Fomentar a participaçom num desporto que nom é maioritário. Tanto a equipa coma a Liga funcionam da maneira da que gostaríamos que fosse o mundo: de jeito auto-gerido, assembleário, com respeito mútuo, valorando os cuidados e afectos ou a nom competitividade entre outras. Isto também é positivo já que serve como ponte para que gente alheia a este funcionamento o conheça e se some.

O facto de que seja mista é um jeito de acabar coa segregaçom a que estamos acostumadas no mundo do desporto. Aliás, é umha Liga que nom fai discriminaçom, onde todo o mundo é bem-vindo e cuida os espaços de cuidados e sociabilizaçom.

8. Como foi o proceso de inclusom na Liga Gallaecia, foi fácil? Recebestes ajuda?

Convidamos a gente da Liga Gallaecia a participar em diferentes jornadas organizadas por nós e a resposta que obtivemos foi positiva e colaboradora. Aprenderom-nos como funciona a Liga, como se joga ao futebol gaélico e a maneira de criar umha equipa. De aqui surgírom amizades que facilitárom a nossa entrada. Também fomos convidadas e participamos em diferentes jornadas. A Liga contou connosco para algumha gestiom e atividades. Sentimo-nos intregadas.

9. Algumha consideraçom mais que nos queirades comentar?

Estamos aguardando a que se convoque um curso de arbitragem pois precisamos de formar-nos neste campo antes de entrar na Liga.

Obrigadas Gróvi@s e sorte para a próxima temporada!

Jornada de iniciaçom ao Gaélico em Cambre

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O 22 de Julho o Cascarilha impartirá umha jornada de iniciaçom ao futebol gaélico para maiores de 15 anos em Cambre, no campo municipal “Dani Mallo”.

A jornada começará as 18.00 com um treino guiado polo Cascarilha, a seguir, as 19.00 haverá umha mesa informativa sobre o jogo, a Liga Gallaecia e o desporto em igualdade e para rematar um jogo entre as participantes no treino e as organizadoras.

A nom perder!

Comunicado da Liga Gallaecia ante os factos acontecidos à volta do despejo do CSOA Escárnio e Maldizer

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Ante os feitos acontecidos este sábado nas ruas de Compostela, a Liga Gallaecia queremos expor a nossa solidariedade absoluta com todas as pessoas magoadas e feridas pola polícia espanhola e a nossa solidariedade e apoio também, com as pessoas detidas e identificadas até agora desde o começo dos atos solidários com C.S.O.A Escárnio e Maldizer.

Som muitos os motivos que nos movem para sair às ruas, a situaçom política, económica e social, que vive o nosso país e em especial a nossa mocidade nom é para menos…

Neste caso o ataque ao associacionismo sentimo-lo como um ataque aos nossos cimentos, um ataque direito a nós mesmas, pois é a nossa razom de existência, a nossa liga está construída sob os mesmos princípios de solidariedade, igualdade e justiça social que derom vida à Rua Algalia de arriba desde há 4 anos. Como a nossa liga, um espaço pensado por e desde a ótica popular, rachando com os esquemas do capital do que deve ser umha liga, rachando com o que deve ser um edifício abandonado. Nós dizemos basta à especulaçom imobiliária, nós dizemos basta a que o desporto continue a ser umha ferramenta mais de acumulaçom de capital.

É o modelo que optamos para subsistir sem nengum tipo de ajuda institucional nem prestaçom de nengum tipo de facilidades para exercer o nosso desporto, e é através dos movimentos sociais coletivos e individuas que formam parte deles que conseguimos espaços para exercê-lo, um desporto que questiona e critica o modelo atual, e reivindica espaços coletivos para trabalhar de umha outra forma paralelamente à que se nos impom, para mudar esta realidade.

Todo isto, com as suas diferenças, representa cada um dos locais e centros sociais que formam o nosso país, algum mais vinculado com a nossa liga outros menos, mas igual de imprescindíveis para cambiar a nossa sociedade.

A nossa atitude em todo momento foi, é e será a de defender cada um deles de qualquer tipo de agrávio, assim todo, mobilizaremo-nos da mesma forma que o fizemos este sábado.

Além disso, denunciamos a atitude das instituiçoms cúmplices do acontecido com Escárnio e Maldizer assim como os distúrbios ocasionados pola polícia nas ruas de Compostela estes dias empregando como única ferramenta a violência contra as vizinhas e pessoas que solidárias, sabem da importância do trabalho social que o Escárnio constrói em Compostela.

Também denunciamos o silêncio cúmplice dos coletivos institucionais que nom fai mais que tentar ocultar o alto falante que é a gente nas ruas estes dias, esperando que todo fique calmo.

Contra a sua incapacidade para fazer-nos calar, de rachar os nossos sonhos e de matar os nossos espaços, seguimos a gritar, 10, 100, 1000 Centros Sociais. Porque quitam-nos um espaço, mas nom as ânsias de seguir construindo-os.

Escárnio somos todas!